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Síndrome geniturinária da menopausa: o que é e como tratar

Mulher madura serena junto a uma janela com luz natural da manhã, representando qualidade de vida na menopausa.

Em resumo: síndrome geniturinária da menopausa (SGM) é o conjunto de alterações genitais, sexuais e urinárias associadas à queda do estrogênio: ressecamento, ardência, dor na relação, urgência urinária e infecções de repetição. É frequente, tem nome, tem critérios — e tem tratamento. A abordagem combina o acompanhamento do ginecologista com a fisioterapia pélvica, que atua na musculatura, nos tecidos e na função. Em Brasília, a Ative (Asa Sul) oferece esse cuidado de forma individual e integrada.

"Deve ser da idade." Poucas frases atrasam tanto o cuidado com a saúde íntima da mulher quanto essa. Ressecamento vaginal, ardência ao urinar, desconforto na relação e vontade urgente de ir ao banheiro são queixas que muitas mulheres passam a conviver a partir do climatério achando que não há o que fazer — quando, na verdade, formam um quadro clínico reconhecido, com nome, critérios diagnósticos e opções de tratamento bem estabelecidas.

O que é a síndrome geniturinária da menopausa

O termo síndrome geniturinária da menopausa foi adotado em 2014 pelas sociedades internacionais de menopausa e saúde sexual para substituir expressões antigas como "atrofia vaginal" — que descreviam apenas parte do problema. A SGM engloba três grupos de sintomas, que podem aparecer juntos ou isolados:

  • Genitais: ressecamento, ardência, coceira, sensação de pressão ou irritação vulvar e vaginal;
  • Sexuais: dor na relação (dispareunia), diminuição da lubrificação, desconforto pós-coito;
  • Urinários: urgência, aumento da frequência, ardência ao urinar e infecções urinárias de repetição.

Diferentemente dos fogachos, que tendem a melhorar com o tempo, os sintomas geniturinários são progressivos se não tratados — o que torna o diagnóstico precoce ainda mais importante.

Por que acontece

A vulva, a vagina, a uretra e a bexiga são tecidos ricos em receptores de estrogênio. Com a queda hormonal da menopausa, ocorre redução da espessura e da elasticidade dos tecidos, diminuição da lubrificação, mudança do pH vaginal e alteração da microbiota local — o que explica tanto o desconforto quanto a maior suscetibilidade a infecções. Somam-se a isso alterações da musculatura do assoalho pélvico, que pode responder com tensão excessiva (dor) ou enfraquecimento (perdas urinárias).

Por que tão pouca gente trata

Estudos internacionais estimam que cerca de metade das mulheres na pós-menopausa apresenta sintomas da SGM — mas só uma minoria recebe tratamento. Os motivos se repetem: vergonha de relatar, normalização ("é da idade"), consultas curtas em que o tema não cabe e desconhecimento de que existem opções eficazes. Falar sobre o assunto com o ginecologista e buscar avaliação especializada é o primeiro passo — e costuma ser mais transformador do que se imagina.

Quer tirar uma dúvida antes de decidir?

Se você não tem certeza se a fisioterapia pélvica é indicada no seu caso, fale com a equipe e receba uma orientação inicial.

Como é o tratamento

A SGM é tratada de forma multidisciplinar. Do lado médico, o ginecologista avalia opções como hidratantes e lubrificantes específicos e terapia estrogênica local, conforme o perfil e o histórico de cada mulher. Do lado funcional, a fisioterapia pélvica atua sobre o que o hormônio sozinho não resolve:

  • Avaliação da musculatura do assoalho pélvico: identificar se há tensão excessiva, fraqueza ou descoordenação — cada padrão pede uma conduta diferente;
  • Terapia manual e dessensibilização: quando há dor na relação, o componente muscular é tratado de forma progressiva e baseada em consentimento;
  • Treinamento muscular: primeira linha conservadora para as perdas urinárias e a urgência dessa fase;
  • Radiofrequência: recurso complementar de aquecimento controlado que pode auxiliar na elasticidade e na hidratação dos tecidos, quando indicada em consulta — sem substituir a conduta médica;
  • Educação e autocuidado: orientações práticas de cuidado íntimo, lubrificação e retomada da vida sexual no seu ritmo.

Vida íntima na menopausa: dor não é o preço a pagar

Talvez a mensagem mais importante deste artigo: dor na relação não é um pedágio inevitável da menopausa. A combinação de ressecamento e tensão muscular reflexa cria um ciclo — dor gera medo, medo gera tensão, tensão gera mais dor — que a fisioterapia pélvica sabe interromper. Se esse é o seu caso, vale ler também nosso artigo sobre dispareunia.

Quando procurar ajuda

Se ressecamento, ardência, desconforto na relação ou sintomas urinários apareceram ou pioraram a partir do climatério, não espere "passar sozinho" — o quadro tende a progredir sem tratamento. Converse com seu ginecologista e agende uma avaliação de fisioterapia pélvica: o cuidado certo devolve conforto ao dia a dia e à vida íntima.

Próximo passo: agendar uma avaliação

A avaliação permite entender sua condição e definir a melhor conduta. Se preferir, você pode iniciar o contato diretamente pelo WhatsApp.

Referências e diretrizes

  1. Portman DJ, Gass MLS. Genitourinary syndrome of menopause: new terminology for vulvovaginal atrophy from the ISSWSH and NAMS. Menopause. 2014;21(10):1063-1068.
  2. The North American Menopause Society (NAMS). The 2020 genitourinary syndrome of menopause position statement. Menopause. 2020;27(9):976-992.
  3. Mercier J et al. Pelvic floor muscle training as a treatment for genitourinary syndrome of menopause: a single-arm feasibility study. Maturitas. 2019;125:57-62.

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